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VIVA SANTO AFONSO!

by nadia 30. July 2010 12:01

Festa do nosso Fundador, Santo Afonso

 

Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália, filho de pais cristãos, ricos e nobres, que, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante. Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico.

Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão.

Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral. A experiência do mundo e a forte corrupção moral já eram objeto de suas reflexões, após esse acontecimento decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa.

O pai, a princípio, não concordou, mas, vendo o filho renunciar à herança e aos títulos de nobreza, com alegria no coração, aceitou sua decisão. Afonso concluiu os estudos de teologia, sendo ordenado sacerdote aos trinta anos, em 1726. Escolheu o nome de Maria para homenagear o Nosso Redentor por meio da Santíssima Mãe, aos quais dedicava toda a sua devoção, e agora também a vida.

Desde então, colocou seus muitos talentos a serviço do Povo de Deus, evidenciando ainda mais os da bondade, da caridade, da fé em Cristo e do conforto espiritual que passava a seus semelhantes. Em suas pregações, Afonso Maria usava as qualidades da oratória e colocava sua ciência a serviço do Redentor. As suas palavras eram um bálsamo aos que procuravam reconciliação e orientação, por meio do confessionário, ministério ao qual se dedicou durante todo o seu apostolado. Aos que lhe perguntavam qual era o seu lema, dizia: "Deus me enviou para evangelizar os pobres".

Para viver plenamente o seu lema, em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, ou dos Padres Redentoristas, destinada, exclusivamente, à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros. Ele mesmo viajou por quase todo o sul da Itália pregando a Palavra de Deus e a devoção a Maria, entremeando sua atividade pastoral com a de escritor de livros ascéticos e teológicos. Com tudo isso, conseguiu a conversão de muitas pessoas.

Em 1762, obedecendo à indicação do papa, aceitou ser o bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos, diante da qual permaneceu durante treze anos. Portador de artrite degenerativa deformante, já paralítico e quase cego, retirou-se ao seu convento, onde completou sua extensa e importantíssima obra literária, composta de cento e vinte livros e tratados. Entre os mais célebres estão: "Teologia moral"; "Glórias de Maria", "Visitas ao SS. Sacramento"; além do "Tratado sobre a oração".

Depois de doze anos de muito sofrimento físico, Afonso Maria de Ligório morreu aos noventa e um anos, no dia 1º de agosto de 1787, em Nocera dei Pagani, Salerno, Itália. Canonizado em 1839, foi declarado doutor da Igreja em 1871. O papa Pio XII proclamou santo Afonso Maria de Ligório Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral em 1950.
 

Temos muito o refletir sobre Afonso. Ainda teremos esta oportunidade. É linda a sua história. Como padre ele tem um carinho especial por aquelas pessoas mais simples, humildes que não conheciam a Jesus Cristo. No tempo de Afonso, muitos dos padres estavam voltados mais para as pessoas nobres; mas Afonso fazia exatamente o contrario. Amava a Jesus através dos pobres. Por isso, funda um grupo na Igreja, com a missão de evangelizar, de pregar as Santas Missões ao povo mais pobre e abandonado.

 

 Veja, agora, o que Santo Afonso diz como deve ser um verdadeiro Missionário Redentorista:

 “Aquele que é chamado à Congregação do Santíssimo Redentor, nunca será um verdadeiro continuador de Jesus Cristo, nem se tornará santo, se não realizar o fim de sua vocação e não estiver imbuído do espírito do Instituto, que é o de salvar as almas, e as almas mais destituídas de socorros espirituais, como são as pessoas pobres da roça...”. 

Santo Afonso dá muita importância à oração de contemplação: vivência pessoal e profunda do mistério total de Cristo: Encarnação, Paixão, Eucaristia.  

Afonso diz que a escolha da VOCAÇÃO é a roda-mestra da vida; está ligada à nossa opção fundamental de vida e encontra sua âncora se­gura em Deus.

A vocação deve ser traduzida, no dom de cada dia, no uni­verso da compaixão, no ser com o outro.  Na vida de Afonso, salienta-se a uniformi­dade com a vontade de Deus.

Ele realizava em si aquilo que era o Redentor: aberto à vontade do Pai, que era a vida, e disposto a não perder nenhum daqueles que lhe tinham sido dados (Jo 6,39).  

A vocação, a vida de Afonso foi total doação às pessoas, especialmente os mais destituídos de vida. Afonso coloca como pedra fundamental de seu edifício espiritual o desapego, pois so­mente no desapego de si e de todas as coisas é possível realizar a vontade de Deus.  Na oração, encontrou a fonte para permane­cer firme, sólido. Afonso diz que a oração é ânco­ra para os flutuantes... . É o meio de se alcançar a salvação.

Ele era todo oração. Rezou, ensinou a rezar, insistiu que se rezasse, sobretudo dei­xando nas igrejas o método de oração mental, meditação.

A oração é que alimenta a unifor­midade com a vontade de Deus e dá sentido a nossa escolha de vida, nossa vocação, livres e fiéis em Cristo. 

 

 ORAÇÃO DE SANTO AFONSO 

Jesus Cristo, nosso único tesouro! 

Senhor, apareces ante nossos olhos como crianças numa manjedoura,

como trabalhador numa carpintaria,Como réu sobre o leito de cruz,

como pão e vinho sobre a mesa do altar. 

Dizes para mim, Senhor, que mais podias inventar para Te fazeres amado?

E eu, quando começarei a corresponder a tantas finezas de tua bondade salvadora?

Senhor, não quero viver senão para querer-Te.

 De que me vale a vida e de que me serve ganhar o mundo todo se perco essa oportunidade de amar-Te?

Que poderei amar fora de Ti, amado Redentor,

Tu que entregaste a vida por mim? 

Quero viver somente para corresponder a teu amor.

Quando eu ouvir falar em presépio, Cruz, Eucaristia

Que teu Espírito Vivificador suscite em meu coração um imenso desejo de fazer grandes coisas por TI. 

AMÉM

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