Vocacional Redentorista





A SURPRESA DE UMA VOCAÇÃO...

Nasceu favorecido. Berço de ouro. Nasceu para fazer brilhar a estrela de sua vida. Primogênito e Herdeiro. Afonso Maria de Ligório nasceu em uma Villa da Família, coisa de gente de muitas posses, nos arredores da cidade de Nápoles (Itália), então capital do Reino de Nápoles. A Villa era conhecida pelo nome de Marianella. Afonso nasceu a 27 de setembro de 1696 e foi batizado dois dias depois nos salões da própria mansão. Os pais estavam felicíssimos, Don José de Ligório e Dona Ana Cavalieri, ambos da alta sociedade. Da nobreza daqueles tempos de reis, rainhas, princesas e príncipes, duques e duquesas. Os pais estavam felizes, pois o primeiro filho era um menino e seria, portanto, o herdeiro. O primogênito e herdeiro. Essas duas realidades já determinavam naturalmente a vocação e a vida de Afonso. Vieram ao feliz casal, Afonso e Ana, outros três filhos e quatro filhas. O nosso Afonso conhecerá, então, três irmãos e quatro irmãs.

 

O SONHO DOS PAIS.

Dona Ana Cavalieri, a mãe, vai cuidar diretamente para que o primogênito e herdeiro receba uma educação católica esclarecida, coerente e fiel. Não deixa esta tarefa para as governantas, como era de costume. Tornar-se educadora da fé e forjará em Afonso um coração sensível a Deus e aos necessitados; coração reto e dadivoso. Sonhou e cumpriu. O menino Afonso crescerá, passo a passo, sabendo indagar: Senhor e meu Deus, que queres de mim? Que queres que eu faça?

Don José, o pai, sonhava explorar ao máximo em favor do menino a dupla sorte de ser primogênito e herdeiro. Mede todas as etapas educativas para que levem Afonso a fazer parte brilhante da casta emergente dos doutores de Direto; casta que começava a definir o destino do reino de Nápoles. É lá que queria ver seu filho. Exigira dele o máximo. Afonso, portanto, de nascença recebe dupla sorte que lhe trará titulo, poderes, riqueza e a certeza de um casamento prestigioso.

 

A FORMAÇÃO DE AFONSO

Recebeu uma formação cheia de todas as oportunidades. Desde cedo todos foram percebendo os dons do menino. E tudo se fez para que esses dons frutificassem. Contratou-se para acompanhar o menino Afonso um preceptor que residia com a família. Um grupo seleto de mestres freqüentava a casa dos Liguori para ensinar as Artes: música, pintura, literatura, para facilitar os conhecimentos sobre Matemática, Física, Astronomia e a Filosofia. Aprende também francês, o latim e o espanhol.

Afonso se enturma. Freqüenta os Oratórios. Acabará fixando-se com um bom grupo de companheiros, entre os quais cinco bons amigos. Afonso ama a vida. Gosta de jogar cartas, freqüenta o teatro, a ópera, fazem caçadas juntos. Ele mesmo diz que era “doido por música”. Danças. Canto. Concertos. COM INTELIGÊNCIA VIVA E EMPENHO TOTAL DEDICOU-SE A APRENDER.

Afonso cresce valendo-se das oportunidades que lhe são oferecidas. Escreve poesias, desenha com talento, pinta com cores fortes. Aos doze anos entra para a Universidade Real de Nápoles. Com dezesseis anos e meio recebe o titulo de Doutor em Direito Civil e eclesiástico. Aos quatorze anos já recebera a espada de prata dos cavalheiros, participando na Câmara de nobres da administração dos negócios municipais. Aos 20 anos é escolhido como Juiz para toda cidade.

 

UMA VOCAÇÃO CRISTÃ LEIGA NA CERTA

Afonso se torna, pois, desde de cedo um profissional competente e admirado. Um jovem cheio de conquistas e láureas. Advoga há oito anos, com sucesso. Tudo corria a seu favor. Era um jovem nobre sim, e um jovem cristão de fibra. Alguns namoros, sem ainda definir-se por uma esposa.Tomava parte nas confrarias para os nobres, confrarias que trabalhavam a favor dos pobres: Os Lazzaroni (os pobres de rua); os condenados à morte; os doentes incuráveis.

Parte de seu grupo de companheiros e amigos se encontra, toda tarde, para uma hora de adoração a Jesus Sacramentado; para o dia de recolhimento mensal; para o retiro anual na quaresma. Refletem, cantam, rezam, pensam a vida. Tudo parecia se encaixar. Afonso vive como um cristão leigo fervoroso e comprometido com a ajuda aos necessitados. E tudo parece transcorrer na direção sonhada por seus pais.

 

DESCOBERTAS – REVEZES – DECISÕES.

Dúvidas. Acontece... acontece que os desejos profundos de Afonso estão remexendo a calmaria de seus sucessos. A vida farta de oportunidades, a insistência paterna de um casamento de alto padrão, deixam-no indagador. Buscador de caminhos. Suas meditações o levam a se perguntar... - Senhor, que queres de mim? Mostra-me teus caminhos. E Afonso revisa os caminhos até agora andados.

 

DESCOBERTAS E DECISÕES

O Ano de 1723 é fatal. É decisivo. Ano em que completa 27 anos de vida. Em movimentos cada vez mais significativos vai se chocando com os sonhos e a pressão paterna. Insatisfeito, conversa com seus orientadores espirituais. Esboça decisões que prenunciam estar rompendo com o traçado original de viver como primogênito e herdeiro. Escapa, o quanto pode, das festas da corte. Retrai-se bastante. Intensifica suas horas de meditação e adoração a Jesus na Eucaristia. O pai a pressioná-lo e prosseguindo com suas armações para que Afonso se defina logo pelo casamento. Aconteceu um retiro espiritual. Afonso decide passar o direito de primogenitura e herança a seu irmão. Compra aquela briga com o pai.

 

REVÉS

Acontece um grande processo no Fórum da capital. Questão entre duques. Coisa grande. O advogado de uma das partes é Afonso. O caso é rumoroso e Afonso está muito bem preparado. Uma traição à justiça por compra de juizes pela parte adversária, decepciona-o profundamente. Perdendo o processo, desiludi-se de vez com a justiça. Dá adeus aos tribunais. Novo golpe que põe seu pai em fúria.

 

RENDIÇÃO FINAL

Estamos a 29 de agosto de 1723. Afonso está atormentado sobre o caminho a tomar. As coisas estão embaralhadas em seu coração e em sua mente. Misturam-se o desgosto e a indignação. Desgosto: - ó mundo, tu me ofereces tudo, mas tua oferta me soa vã. Indignação: - Adeus, tribunais. Agora, te conheci ó mundo da justiça. E vendo lá no fundo de seu ser, persistente, impertinente, a voz do desejo mais exigente: - DEIXA TUDO E ENTREGA-SE A MIM. Aconteceu, então, a 29 de agosto de 1723, tendo 27 anos de idade, que Afonso se dirige à igreja da Redenção dos Cativos. Aos pés de N. Sra. das Mercês, reza longamente. E, pacificado, arranca sua espada de cavalheiro e tudo que ela representa e a coloca sobre o altar. E sua frase bate forte até hoje: - Até aqui resisti demais: Eu me rendo, meu Senhor e meu Deus, à vossa voz fazei de mim o que quiserdes. Estou pronto. Esse momento foi chamado pelo próprio Afonso de “minha conversão”. Ele troca de rumo. Redefine seu caminho. Acerta sua vocação. Troca o futuro certo, a fama, o sucesso, a primogenitura da família humana, o grupo dos grandes, a cidade de Nápoles e suas responsabilidades... E, agora, sim, pensa em se tornar um sacerdote-missionário, um evangelizador.

 

Essa intuição de anunciar o Cristo aos sem esperança nasce no coração desse JOVEM: AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Um grande semeador de ESPERANÇA...

Então, CARO JOVEM, Afonso, um jovem há 312 anos atrás, vale como referência, hoje, para você?

 

Portanto:


1º É preciso aprender a crescer verdadeiramente.
2º Somente uma atenção honesta às provocações da vida fazem acontecer encontros que nos dão alento e vida.
3º A fé vivida como graça de ver e escutar Deus abre caminhos inesperados.
4º Quem se aproxima do Mistério do Deus da vida se expõe a ouvir seu chamado para além das aparências das coisas. Oxalá, Afonso encontre entre os jovens de hoje quem sintonize com seus caminhos.

 

 


contato


secretariado vocacional redentorista

pe. mauro de almeida, missionário redentorista


Rua Capitão Leonídio Soares, 751 – Planalto
Belo Horizonte – MG
Caixa Postal 1125 - CEP 30161-970
Fone: (31) 3494-4519 / Fax: (31) 3494-3234
E-mail: pvredentoristarj@ig.com.br ou contato@vocacionalredentorista.com.br
RAM WEB DESIGN
Todos os direitos reservados - 2008 / 2010