Padre Edson Alves da Costa e a Pastoral Vocacional

Divulgar o carisma da Congregação Redentorista e acompanhar os jovens que querem discernir a aptidão para a vida religiosa. Este é o principal objetivo da Pastoral Vocacional, cujo trabalho é desenvolvido dentro da Província de MG-RJ-ES pelo Padre Edson Alves da Costa, C.Ss.R., que está à frente do desafio há sete meses e já vislumbra muitas conquistas, como a retomada da página do site (http://www.vocacionalredentorista.com.br/) e a formulação de novos materiais vocacionais, Facebook, Twitter, Google +, além da aliança de trabalho do Provincialado em rede.

 

Segundo ele, “existem metas a serem alcançadas, como a sonhada equipe de Pastoral Vocacional, envolvendo religiosas, leigos e os próprios seminaristas da Congregação”. Outra meta é a facilitação do acesso dos jovens aos encontros vocacionais em Belo Horizonte e Juiz de Fora, abrindo setorialmente para Campos (RJ) e Cariacica (ES), para que estes tenham condições de participar. Padre Edson enfatiza que existe também a perspectiva de se fazer um acompanhamento mais próximo dos interessados na vocação Redentorista, retomando as atividades dos promotores locais, seja através de um padre ou um irmão, para que o jovem tenha contato no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

 

2013 foi instituído pelo Governo Geral da Congregação como Ano Vocacional Redentorista e seu propósito é trabalhar a promoção vocacional Redentorista. Segundo ele, “os vocacionados são aqueles chamados à vida religiosa, como padre ou irmão, como um missionário leigo assíduo participante na sua realidade e como um jovem Redentorista consciente da realidade onde trabalhamos. O intuito é de propagar a missionariedade. Este é o carro chefe da Congregação”.

 

A Congregação promove o acompanhamento através de retiro vocacional à luz da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, trabalhando pontos de vista básicos da vida vocacional prática. Padre Edson ressalta que “o primeiro contato do jovem com a espiritualidade Redentorista acontece na Semana Santa, de quarta a domingo. É quando as reflexões da Paixão vinculam o jovem ao próprio conhecimento de sua história. São momentos fortes de orações, com a Vigília Pascal e a Páscoa”.

 

Os encontros vocacionais possibilitam avançar no processo de relacionamento consigo mesmo, com os outros, com o mundo e com Deus. No primeiro caso, explica Padre Edson, o vocacionado pode conhecer melhor suas potencialidades e limites e cultivar hábitos que contribuam para sua saúde física e psicológica, com equilíbrio e integração. O segundo engloba as relações sociais e como, através delas, o ser humano desenvolve e corresponde sua vocação. “A contribuição de cada um ajuda na transformação da vida em sociedade, na busca de uma sociedade mais justa e mais digna”, afirma. No relacionamento com o mundo, os vocacionados são chamados a ver a necessidade de proteger e cuidar da natureza, universo que deve estar acima dos interesses pessoais. Por fim, a vinculação com Deus permite se ver vocacionado, vivendo em amizade com Ele através da oração e entregando-se à sua vontade.

 

Além destas quatro realidades, acrescenta o secretário de Pastoral Vocacional, “os encontros também permitem progredir no conhecimento do que é a filosofia Redentorista. Ao longo da caminhada, seminaristas e psicólogos fazem a ponte, apresentando-lhes o que é a instituição. O psicólogo pode auxiliar em momentos mais sensíveis, em uma dinâmica de grupo ou de partilha. Já os seminaristas são monitores que estão no processo formativo e podem auxiliar os jovens e desenvolver dinâmicas como se fossem irmãos mais velhos ou anjo da guarda, pois têm conhecimento da espiritualidade através da Teologia e da Filosofia”. O acompanhamento do vocacionado é feito sem que haja uma delimitação de tempo, respeitando a forma de assimilação de cada um:

 

- É a porta de entrada da Congregação e é quando se sabe se ele tem aptidão, se tem abertura para continuar o crescimento humano, espiritual e intelectual. Não se pode queimar etapas; o importante é respeitar o tempo de crescimento e trabalhar suas potencialidades, levando-o a compreender que está conosco e sendo convidado para a próxima etapa. É preciso que compreenda as possibilidades de escolha que existem: vocacionado à vida religiosa leiga, matrimonial ou à vida ministerial, mas não em um instituto religioso.

 

Segundo Padre Edson, a instituição tem possibilidade de discernir como o vocacionado tem conduzido sua própria história, freando ou desenvolvendo. “É um grande desafio hoje”, observa, acrescentando que “houve uma mudança de foco muito grande desde o tempo em que os pais tinham muitos filhos. Hoje, trabalha-se com a liberdade e a consciência daquilo que busca”. Para ele, “a diferença de ponto de vista de trabalhar é a aceitação do jovem de que o fundamental mesmo naquele momento é a consciência de que é vocacionado à vida como pessoa, compreendendo todas as dimensões ou se abrindo às dimensões que o constitui como pessoa. Muitas vezes o jovem tem uma cultura imediata do quero e pronto, mas é preciso respeitar os limites do tempo”.

 

Dentre aqueles que buscam a vida religiosa, por vezes encontram-se jovens feridos socialmente, seja através da família ou da sociedade. É quando o conceito familiar migra para a Igreja ou se verifica simplesmente a busca de status. Mais um motivo para Padre Edson alertar: “Antes de tudo, é preciso que a pessoa entenda sua questão pessoal, como ser humano, compreenda a razão de sua história dentro daquilo que busca e ao mesmo tempo naquilo que busca, mas sem perder o fio fundamental daquilo que é enquanto pessoa”. Além disso, acentua que “querer por querer é um risco e é preciso saber se a Congregação quer. É preciso abrir horizontes para compreender sua inserção na realidade e este é o papel do acompanhamento vocacional”.

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