Seminarista busca em São Geraldo exemplo de perseverança, santidade e amor a Deus

Depois de passar pelas duas Casas de Formação iniciais, o jovem dá uma pausa nos estudos acadêmicos para passar pela Síntese Pessoal das Experiências Substantivas - SPES. O objetivo básico é o de rever e aprofundar o que foi vivido nas etapas anteriores, para fazer um discernimento vocacional consistente. A Casa de Formação está localizada em Coronel Fabriciano (MG), junto à Comunidade Redentorista. O seminarista Robson Araújo dos Santos, natural de Curvelo (MG), conta como está sendo sua caminhada vocacional: “Ingressei na Comunidade Santo Afonso em 2010 com meus 19 anos. Foi um tempo de profundo conhecimento sobre as comunidades de formação existentes e de perceber também o tamanho da nossa Província. O mais difícil para mim nesta etapa foi ter que deixar minha família para que eu pudesse realmente fazer meu caminho vocacional, mas o bom acolhimento por parte do formador e dos jovens fizeram com que eu me sentisse mais em casa. Sinto saudades dos momentos de convivência com os colegas que comigo conviveram e passaram por essa etapa também”.

“Já na Comunidade São Clemente, a experiência foi mais profunda, principalmente nas questões dos estudos, pois tive a possibilidade de fazer o curso de Filosofia na Universidade Federal de Juiz de Fora, um mundo foi descoberto, pensamentos filosóficos que muito me ajudaram a ter um senso mais crítico em relação à nossa forma de ser no mundo, e ao mesmo tempo de perceber que o conhecimento de mim também se dá quando o outro se revela diferente de minha pessoa. Tempo de ter contato com as missões, semanas missionárias, contato com as pessoas nas pastorais que tanto me animou a continuar neste caminho missionário”.

 

Em qual ocasião da sua vida teve o primeiro contato com a Igreja Católica?

Nasci em berço Católico, desde pequeno fui educado na fé Católica. Sempre estive ao lado dos Missionários Redentoristas, pois a Igreja que eu frequentava é a Basílica de São Geraldo, vi passar por lá muitos Missionários Redentoristas, cada um com seu estilo, mas algo revelava a essência do ser Redentorista que os faziam viver em comum união.

 

Em qual momento sentiu algo especial, que o levou a acreditar que trilharia um caminho diferente?

Interessante que criança vê além das coisas: ao ver um panfleto de um homem em um barco, o pôr do sol e no céu a face de Cristo estendendo o braço com alguns escritos “Ei, ajuda o mundo a me encontrar”, eu fiquei olhando aquilo como se fosse comigo, algo diferente me envolvia e pensei em querer seguir Cristo, mas não sabia como. Seguindo em um barco? Esse era o pensamento de quando eu era criança, que aos poucos foi se amadurecendo. Mais tarde, se concretizou em ver a forma contagiante e disponível do Padre Mauro Carvalhais de Oliveira, C.Ss.R., nas romarias, vi um missionário em ação que me ativou em assumir minha vocação.

 

Como escolher a vocação religiosa em meio a tantas opções que o mundo hoje oferece? Onde encontra a motivação para se manter firme na caminhada nos momentos de dúvidas?

De fato, escolher o que queremos da nossa vida não é fácil, principalmente nos dias de hoje, em que um mundo de oportunidades é oferecido para todos. Percebe-se que muitos querem lucrar e se esquecem de fato o que lhes faz feliz. A pergunta que sempre faço para mim é: o que quero da minha vida? Disso vou buscando respostas concretas e transparentes comigo mesmo. A motivação tem sido renovadora a cada dia, acredito em um mundo mais cheio de Deus, a semente da esperança tem que ser plantada sempre, saber que Cristo conta também comigo é minha maior motivação em continuar por aqui com os Redentoristas.

 

Cite pessoa (s) que considera importante (s) para sua escolha vocacional e fale da atuação dela (s) em sua vida.

Várias pessoas me ajudaram em meu discernimento vocacional. Destaco a pessoa do Pe. Carvalhais, C.Ss.R,  que me apoiou em todos os momentos e de certa forma quem me deu coragem de assumir de fato minha vocação missionária. Destaco meu amigo de infância, Alfredo, que hoje é seminarista da Arquidiocese de Diamantina.

 

De que forma lida com a saudade da família e com a necessidade de se adaptar a pessoas e lugares diferentes? Acredita que todas as atividades que fazem parte da formação amenizam essa carência?

Confesso que a princípio não foi nada fácil ficar longe da família, mas com o tempo fui me acostumando com a ausência, mas sempre mantendo em contato a certeza de que ela estaria sempre presente em meu coração onde quer eu fosse. Acostumo-me fácil com outras pessoas, aprendi isso nas missões, Semana Santa, sempre ficava com o coração alegre em fazer novas amizades e descobrir que ali mora Cristo no meio delas. Acredito que, quando fazemos novas amizades, uma nova família surge em nosso meio e isso faz bem para o nosso ser.

 

Qual o Santo da Congregação Redentorista que mais te inspira em sua caminhada vocacional?

Sempre carreguei a minha devoção a São Geraldo Magela. Para mim, este sim, é um exemplo de perseverança, santidade e amor a Deus. Não que os outros não sejam, mas a minha história me permite tal simpatia.

 

De que forma acha que pode ser um instrumento de transformação e ajudar a quem mais precisa, sendo padre ou irmão?

Dizem que as palavras convencem, mas o testemunho arrasta; com isso, acredito que mais que grandes homilias, quero testemunhar o amor de Cristo com a minha forma de viver, seja ela testemunhada na convivência do dia a dia com as pessoas, seja em um acolhimento do outro que vem em busca de uma conversa fraterna. E sei que, quando ainda houver amor, ainda há esperanças para um mundo novo.

 

Quais características da Congregação Redentorista chamaram mais sua atenção quando escolheu onde se formaria padre ou irmão?

O entusiasmo de uma boa celebração, a acolhida dos padres e irmãos, a dedicação à missão, tudo isso me comoveu e continua a me comover. Os festejos da Oitava de São Geraldo são o que mais me chamou atenção e fizeram com que eu despertasse em minha vocação.

 

Como está vivenciando o Ano SPES, fase importante de sua formação, mais voltada para o encontro com si mesmo?

Um ano da graça em nossas vidas, estou vivendo essa etapa de forma gratificante e, pastoralmente falando, é um tempo de riqueza onde nos realizamos no meio do povo. O encontro conosco mesmo nunca pode faltar, pois só assim seremos religiosos autênticos em nossas escolhas. Estamos aprofundando em nossos estudos, juntamente com o formador, várias dimensões: pessoal, religiosa, social, acadêmica, enfim, um contínuo processo de crescimento.

 

Deixe um convite especial aos jovens que sentem o chamado do Redentor no coração.

Somos todos vocacionados primeiramente à vida, o que fazer com a sua? Só você pode dar a resposta. Faça com que a sua vida dê bons frutos. Faço-lhe um convite de amigo, conheça os missionários Redentoristas e trilhe um caminho de liberdade, responsabilidade e de crescimento em meio ao Evangelho de Jesus Cristo.

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