Vida Consagrada

Pode parecer que a vida consagrada, a vida religiosa, seja uma fuga do mundo, mas esta impressão não corresponde à realidade e ao sentido deste tipo de vida. A pessoa, homem ou mulher, percebe de alguma maneira que Deus a chama para um compromisso maior na vida da Igreja: é a vocação, o chamado que Deus lhe dirige. Isto vale para qualquer atividade na Igreja. Nem todos são chamados para o tipo de vida numa ordem religiosa ou congregação ou outras associações de leigos.

 

A vida consagrada não tira a pessoa do mundo; é nele que estamos, a maneira de presença é que difere. Alguém deixa seu país, seus pais e faz outras renúncias para se dedicar a uma vida de mais oração, de contemplação, num encontro mais profundo com Deus, para ser enviado ao mundo, à realidade de vida das pessoas, para anunciar-lhes a Palavra de Deus, para atuar nas diversas atividades da Igreja. É o que formulou de modo muito feliz a V Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em Aparecida – SP, “discípulos missionários”.

 

Como discípulos estamos aprendendo com Jesus como viver a mensagem do Evangelho – notícia boa, tentando aprofundar o sentido de ser filhos e filhas de Deus, para viver a fraternidade, todos irmãos e irmãs. É esse programa ideal que os consagrados de qualquer modalidade e carisma procuram viver e anunciar a todas as pessoas, nas atividades próprias de cada comunidade de pessoas consagradas. Os consagrados fazem experiência semelhante a dos apóstolos e discípulos de Jesus, para como eles ser enviados a anunciar a Boa Nova e viver a caridade fraterna nos diversos ambientes e segundo seu carisma, que inspira suas atividades concretas.

 

As modalidades da vida consagrada variam de acordo com a intenção e inspiração dos fundadores e fundadoras das diversas famílias religiosas; umas são mais dedicadas ao tipo “monástico”, vivem mais nos mosteiros; contudo não estão fora do mundo; suas casas são centros de irradiação de fé e caridade. Não ficam as pessoas só rezando, contemplando, mas passam para os outros, especialmente leigos, o que experimentaram no encontro com Deus, segundo um expressão tradicional: “as coisas contempladas são levadas aos outros”.

 

 

Este texto de Paulo explica a diversidade de carismas – dons – na Igreja: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos”. (1 Cor 12, 4-6).

 

Padre José Augusto da Silva, C.Ss.R. - Missionário Redentorista da Província do Rio

 

Fonte: www.provinciadorio.org.br

 

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