Processo de formação inicial do Missionário Redentorista

 

A caminhada de um Missionário Redentorista tem início com o despertar que o jovem sente, tendo como passo seguinte o acompanhamento vocacional. O trabalho de divulgação do Carisma Redentorista, por meio de estratégias diferentes, tem papel importante. Geralmente, o vocacionado se interessa pela Congregação vendo um padre Redentorista atuando próximo dele, seja como missionário em determinada comunidade, ou pelas Santas Missões Redentoristas. A primeira etapa do processo formativo começa com o acompanhamento, feito pelo Secretariado de Vocações Redentoristas, situado em Belo Horizonte (MG). A segunda etapa corresponde aos anos de vivência na Comunidade Vocacional Santo Afonso, em Juiz de Fora (MG) e tem como lema: "Crescer e florescer como gente, na verdade, liberdade e responsabilidade".  Atualmente, a Casa de Formação é composta por 10 formandos e pelos formadores: Padre Alfredo Avelar, C.Ss.R., e Irmão Pedro Magalhães, C.Ss.R.. Nesta etapa, o formando é chamado a se desenvolver nas dimensões humana, espiritual, comunitária e acadêmica, cursando o Ensino Médio ou se preparando para prestar vestibular, a fim de ingressar na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Os seminaristas que  ingressaram em 2015  são unânimes ao afirmar que a vivência em comunidade e a atenção voltada para os mais necessitados foram fatores significativos na escolha pela Congregação Redentorista.

O seminarista Lucas Barbosa de Lima, de 18 anos, é natural de Curvelo (MG) e conheceu os Redentoristas depois que entrou para o grupo jovem da Basílica de São Geraldo. "Padre Assis, C.Ss.R., fez uma palestra sobre  missão para a juventude e me interessei. Logo me tornei voluntário na igreja e depois funcionário. No Inter-paroquial de 2014, senti o chamado. Aí enviei minha primeira correspondência ao Secretariado. Continuar participando da comunidade ajudou muito em minha decisão", declarou, ressaltando:

- A vivência em comunidade e o trabalho com os pobres, a Pastoral de Rua em Curvelo, as Obras Sociais, o Carisma Redentorista, tudo isto é diferente e chama muito minha atenção.

Quando questionado sobre o primeiro ano de convivência na Santo Afonso, Lucas afirma que está se adaptando bem: "A organização com momentos certos para tudo: oração, estudos e discernimento, as responsabilidades, isto ajuda no meu crescimento. A adaptação se dá no dia a dia com os demais jovens e formadores, todos se ajudam muito". Sobre os desafios da nova fase, o jovem destaca a preocupação com os estudos para entrar na UFJF, aprender a respeitar o espaço do outro em um mesmo espaço e a saudade da família. Mas, destaca também que não se abala com essas dificuldades:

- Vesti a camisa de Santo Afonso na comunidade, sou muito grato a Deus. Com auxílio dos companheiros, a caminhada é mais prazerosa.

 

O seminarista Leonardo Ribeiro Martins, de 17 anos, veio da cidade de Lagoa Santa, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Oitava de São Geraldo, na Basílica em Curvelo, que ocorre todos os anos no final de agosto e início de setembro, foi inspiradora para o jovem. Além da festa do padroeiro daquela cidade, em 2013, o jovem acompanhava também o trabalho dos Redentoristas da Província de Goiás, através da TV Aparecida. Em janeiro de 2014 escreveu a primeira carta, iniciando seu acompanhamento. "O que mais me cativou na Congregação foi o seguimento do Redentor através do cuidado com os mais necessitados", revelou. Quando questionado sobre as expectativas para este ano de vivência na Santo Afonso, Leonardo enfatizou o desejo de aproveitar todas as oportunidades:

 - Quero que seja um ano de crescimento, amadurecimento de toda a comunidade. Tenho a esperança de dar andamento nos meus estudos, me esforçando muito e procurando seguir com disciplina a rotina da casa. 

Quando indagado sobre o aspecto mais desafiador da nova fase de sua vida, disse que é conviver com a diferença. Porém, tem uma receita infalível para se adaptar: "Vou usar como ferramenta o respeito por todos, com a ideia de que somos dez irmãos, pois estamos unidos por um mesmo objetivo".

 

 

 Padre Alfredo, C.Ss.R., formador da Comunidade Vocacional Santo Afonso

Padre Alfredo Viana Avelar, C.Ss.R., assumiu a Comunidade Vocacional Santo Afonso, em Juiz de Fora, após um período de trabalho no Centro Missionário em Cariacica (ES). Ele vê a nova fase como um grande desafio e admite ter ficado um pouco assustado com a possibilidade de ficar afastado do contato com o povo, que afirma gostar muito. “Em um Retiro Espiritual me fixei na frase da canção do Beto Guedes que diz: ‘Abelha fazendo o mel, vale o tempo que não voou’. Então, pensei, não vou estar nos trabalhos externos, mas a oportunidade de preparar os novos missionários me deixa bastante feliz”, enfatizou.  O jovem padre diz que espera colaborar com a formação, pois valoriza muito a intuição de Santo Afonso:

- Sou apaixonado pelo Carisma Redentorista e me esforço para ser coerente e quero passar isso aos formandos.

Para Pe. Alfredo, a experiência com o trabalho pastoral será essencial para conseguir mostrar aos formandos que “a Congregação Redentorista tem a preocupação de cuidar dos mais pobres, estar nos locais em que a vida é ameaçada e é preciso ser um sinal de vida plena em Cristo aí”.

Ao abordar os desafios do trabalho com os jovens em um mundo que oferece tantas possibilidades e caminhos, destacou que “é preciso se valer da inquietação natural da juventude, característica que pode ser usada na redenção do mundo e do próprio jovem”.

O sacerdote lembrou que todos os desafios do mundo sintetizam aprofundar a vida, avançar em águas mais profundas, como Jesus pediu. “Precisamos sair da superficialidade e nos empenhar no desejo de mudança e transformação”, concluiu.

 

Comunidade Vocacional São Clemente

Alguns jovens já ingressaram direto na Comunidade Vocacional São Clemente por estarem mais avançados nos estudos acadêmicos. Esta é a segunda etapa do processo formativo e a Casa se localiza em Juiz de Fora (MG), onde os jovens cursam Filosofia na UFJF, com o objetivo de alargar a consciência da História e do mundo. Neste período, a identidade Redentorista é trabalhada de forma mais profunda e os seminaristas são inseridos nas atividades pastorais e missões Redentoristas. 

José Carlos Pereira Gervásio está com 23 anos e nasceu na cidade de Rezende Costa (MG), próximo a São João Del Rey (MG). Conheceu os Redentoristas quando começou a trabalhar com um padre da Congregação (Província de São Paulo) que reside em sua cidade. "Eu era sacristão e participei também de alguns movimentos. Logo comecei a ler sobre São Geraldo e Santo Afonso. Em seguida, dei início ao acompanhamento, enviando a primeira correspondência no fim de 2013", afirmou.

Para José Carlos, toda a novidade de um dia a dia com os companheiros de formação será de muito crescimento e amadurecimento vocacional e também na espiritualidade. 

 

A proximidade com padres Redentoristas provocou em Thiago Costa Alves de Souza, 28 anos, de Coronel Fabriciano (MG), o sonho de ser um missionário. Envolvido desde cedo nas pastorais e movimentos em sua paróquia, a motivação nasceu naturalmente. Contudo, por conta de outras prioridades, se formou em Ciências Contábeis, fez especialização em Gestão de Empresas e deixou o desejo vocacional bem guardado em seu coração. Em nenhum momento deixou de participar das atividades em sua comunidade e, em março do ano passado, decidiu que queria começar o discernimento. A princípio participava dos Missionários Leigos Redentoristas (MLR), podendo conhecer mais profundamente a Congregação.

 

- Quanto mais conhecia, mais eu tinha interesse e vontade de fazer algo mais, conseguindo ter uma visão melhor. Integrar a Juventude Missionária Redentorista (JUMIRE) também foi muito importante. Essa vivência de pastoral/movimento me possibilitou enxergar meu eu, meus sentimentos, minha real vontade, permitiu que eu conseguisse dar uma resposta consolidada em relação à vocação, colocando-me como futuro membro ou Missionário Redentorista – detalhou.

 

Thiago acrescentou que "o trabalho missionário, vivendo em comunidade e com o jeito simples de trabalhar com o povo", pesou em sua escolha pela Congregação.  Seu desejo maior é crescer enquanto pessoa, contribuir não só com os paroquianos e companheiros do seminário, mas que também possa aprofundar na religião, nos estudos e no Carisma Redentorista. 

 

 

 Padre José Maurício de Araújo, C.Ss.R., formador da Comunidade Vocacional São Clemente

 Padre José Maurício, C.Ss.R., foi pároco, reitor e diretor da Obra Social em Cariacica (ES). Agora, conforme afirmou, trilhará “um caminho novo, desafiante, será uma experiência nova". Ele acredita que o formador "é capaz de ser uma presença importante por meio do testemunho e da vivência na vida dos que também querem ser um Missionário Redentorista". Sobre a Comunidade São Clemente, ressaltou que esta é a fase dos estudos filosóficos, de encontro pessoal e fortalecimento da convivência. 

 

- Estimulamos o discernimento e o desenvolvimento dos vocacionados. Cada um é acompanhado em suas individualidades, todos já são inseridos no trabalho pastoral na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (JF), nas Semanas Missionárias. A inserção na vida comunitária da Província é mais intensificada – destacou Pe. José Maurício.

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