Diácono Paulo Morais, C.Ss.R., será ordenado presbítero no próximo dia 27

 

 

O diácono Paulo Roberto Morais,C.Ss.R., será ordenado presbítero no próximo dia 27, na Matriz  Nossa Senhora da Penha, em Ipaba(MG). A celebração será presidida pelo Bispo Emérito de Itabira-Coronel Fabriciano, Dom Lélis Lara, C.Ss.R.. Nesta entrevista o Missionário Redentorista fala de sua trajetória vocacional e das motivações que o mantém em sua vocação.

 

Em que momento de sua vida sentiu o chamado vocacional para ser padre?

 

Acredito que na adolescência, quando comecei a estudar violão! Nessa época ocorreu meu compromisso com a Igreja, com maturidade e convicção. Tinha um amigo que tocava guitarra na comunidade São Francisco, em Ipatinga. Ele me chamou para ir aos ensaios, participei de uns dois. Mais ou menos familiarizado com as músicas e com o pessoal, comecei a tocar com eles. Muito envolvido nos trabalhos da comunidade, de vez em quando passava no coração a vontade de uma entrega mais radical. Quando minha família mudou para Ipaba, logo me aproximei da comunidade, fazendo parte da equipe de música, grupo de jovens, outras pastorais. O chamado vocacional foi se clareando até a tomada de decisão: arriscar!

 

 Como foi sua passagem pelas Casas de Formação?

Em 2003 cheguei para nosso aspirantado, em Juiz de Fora. A Comunidade Vocacional Santo Afonso me deu a oportunidade de enxergar a grande obra Redentorista com os pés bem firmes no chão, vivenciando aquilo que era próprio do momento. Autoconhecimento, gosto pelos estudos, nossa espiritualidade e tantos outros elementos que me foram apresentados como fonte de uma maturidade integradora. Nosso lema era: Florescer como gente, na verdade, liberdade e responsabilidade.

A Comunidade Vocacional São Clemente, postulantado, foi momento de algumas dúvidas, crises, mudanças internas, mas acima de tudo, um tempo de Graça na minha vida. Os estudos filosóficos me ajudaram a solidificar alguns ideais. O contato com o povo na pastoral, nas missões e tríduos me ajudou a compreender o sentido primeiro de Afonso ao fundar essa obra.

Vivendo a dinâmica do Ano SPES, na cidade de Coronel Fabriciano, vi o quanto vale a pena sermos inteiros naquilo que fazemos. Sintetizar as experiências substantivas faz sentido na medida em que entendemos que somos seres inacabados. Me marcou muito o mês de deserto. O desinstalar, o confronto de realidades, o contato com o povo sofrido, nos lança para dentro do Carisma Afonsiano.

Em Tietê-SP fiz meu noviciado, tempo de me apaixonar ainda mais pela Congregação e de viver mais de perto a nossa espiritualidade. Tudo isso me deu uma condição de liberdade interior para discernir melhor, para escolher dar a vida pela Copiosa Redenção.

Feito os votos temporários, comecei os estudos teológicos na Comunidade Vocacional Dom Muniz, em Belo Horizonte. Tempo de aprender Teologia, aprender a fazer Teologia e vivê-la celebrativa e orantemente. Transpor para a linguagem a experiência da fé, como acolhida da revelação. Quanto crescimento, quanta transformação! Em meio à dedicação acadêmica, não perdi de vista a vida comunitária e a dedicação aos pobres, pilares do nosso chamado. Compreendendo que o Reino passa por nossas mãos criadoras e que o mundo dos pobres e dos marginalizados é o lugar privilegiado da experiência divina. Quanta riqueza este tempo de formação inicial, (12 anos)! Muitos acontecimentos que me ajudaram a chegar com muita serenidade no coração.


O que mais o atraiu e o motivou a ficar na Congregação Redentorista?

 

A identidade de uma congregação religiosa é o seu carisma! E o nosso é muito claro: “Continuar o exemplo de Jesus Cristo Salvador, pregando aos pobres a Palavra de Deus, como disse Ele de si mesmo: Enviou-me para evangelizar os pobres”.

A missão e o trabalho com os mais abandonados é o que me encanta na Congregação do Santíssimo Redentor.

 

Tem algum Santo importante dentro da Congregação que lhe serve de inspiração?

 

Primeiramente, Afonso de Ligório, pela audácia missionária. Ele não deixou que as dúvidas e os medos sufocassem a ousadia!

E São Clemente, pela sua capacidade de atualização, “anunciar o Evangelho de modo sempre novo...” viveu na fidelidade criativa!

 

Qual o papel de um presbítero atualmente dentro de nossa sociedade? Qual será sua maior motivação no trabalho missionário?

 

O Concílio Vaticano II nos recorda que a Igreja precisa estar em constante diálogo com o mundo, partilhando suas “alegrias e esperanças, tristezas e angústias” (GS 1). Ficar alheio às questões que afligem o ser humano e a própria sociedade é irresponsabilidade. Como ministro ordenado, tenho um dever moral e pastoral de me inteirar com a sociedade e evangelizá-la, o que não tem nada a ver com proselitismos. O presbítero é uma voz profética que anuncia uma sociedade justa, fraterna e sem exclusões.

Quero gastar a minha vida pela Copiosa Redenção. Conheço e sinto na pele as renúncias exigidas para abraçar este projeto. Porém, é Jesus Cristo que ocupa o primeiro lugar no meu coração e na minha existência. É ele que dá força para renunciar a qualquer coisa altamente significativa. É ele “a razão da esperança que me anima” (I Pd 3, 15).

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