Novos fráteres da Província do Rio falam das expectativas para a nova etapa de formação

 

Acompanhe a entrevista com os três novos fráteres da Província do Rio sobre mais uma etapa da formação religiosa e também com o formador da Comunidade Dom Muniz, padre Vicente Ferreira, C.SS.R..

 

No nono ano de formação na Congregação Redentorista na Província do Rio, Vinícius Tinte Mendonça, de 23 anos, é natural de Iapu, Minas Gerais. “Partilhar as experiências como pessoas que estão no mesmo caminho que você é muito gratificante”.

 

Vocacional Redentorista – Quais as perspectivas para esta nova etapa?

Vinícius Tinte - Em termos de perspectiva, olhar para a nossa faculdade, a Faje, a melhor faculdade de Teologia da América Latina, motiva bastante acima de tudo. A expectativa é boa, positiva, de crescimento, não apenas do ponto de vista acadêmico, mas também como cristão. A ideia de fazer a teologia com os joelhos no chão. Algo que acrescerá para a vida, para a vocação, para a caminhada redentorista. A expectativa de convivência na Comunidade Vocacional Dom Muniz, já como religioso, também é muito positiva. Partilhar a vida, partilhar as experiências com pessoas que estão no mesmo caminho que você, que vivem aquilo que você vive, que viveram aquilo que você viveu, é muito gratificante, conforme o nosso coração nos impulsiona a seguir adiante. Eu me sinto consolado e me sinto impulsionado a seguir. 

 

- Como vê este período de formação?

- Tenho uma memória agradecida muito grande à Província do Rio, à formação que eu recebi,  a paciência que tiveram comigo nos momentos necessários. Um processo bem feito na liberdade, na responsabilidade, na maturidade, entendendo o momento de crescer. Eu só tenho elogios aos meus formadores, Pe. Américo, Pe. Luís Carlos, Pe. Lúcio, Pe. Maikel (SPES), Pe. Marcelo (Noviciado), com sua coerência, mostrando que é possível apostar nesse caminho. Enfim, só tenho elogios à formação da nossa Província. É possível, sim, acreditar na Redenção, acreditar na Congregação Redentorista e que existe possibilidade de ser feliz sendo Redentorista. 

 

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Marcos Paulo Rezende nasceu em Iapu, Minas Gerais. Entrando no 8º ano de formação redentorista, ele diz que a perspectiva para 2016 “é muito positiva, por saber que a Teologia é um lugar de pastoral, de convivência”. 

 

Vocacional Redentorista – Como vê a formação na Congregação Redentorista?

Marcos Paulo - Acerca da formação redentorista em minha vida, eu destaco mesmo a acolhida dos redentoristas, a aposta em acreditar neste ideal de Santo Afonso, primeiramente inspirado pelo Espírito de Deus e também poder me reconhecer como pessoa capaz de responder o sim a este chamado de Deus. As expectativas para este ano de 2016 são muito boas, muito positivas, sobretudo por saber que a Teologia é um lugar de pastoral, de convivência, talvez antes mesmo de ser um lugar acadêmico. É preciso ter essa sabedoria para a gente poder conciliar o lado acadêmico com o lado prático, pastoral. São duas realidades que andam juntas.  Acerca da formação redentorista que foi me oferecida durante estes oito anos eu destaco a etapa do noviciado que eu fiz em São Paulo, no ano de 2015, onde eu pude aprofundar de uma forma muito bela o ser cristão e o ser redentorista. Por isso, destaco dois pontos muito interessantes: a interprovincialidade, essa capacidade de abertura que nós temos para o novo, aos nossos irmãos das outras unidades provinciais, que junto conosco formam forças para a missão. Também a reestruturação para a missão: corações renovados, esperanças renovadas, estruturas renovadas para a missão. Antes de ser redentorista, ser cristão. Ser redentorista é consequência de nossa adesão a Cristo. Foi o que aprendi no ano de 2015 e que vou levar para toda a minha vida até o dia em que Deus disser: olha, aqui acaba sua missão, descanse em paz. Rendo graças a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro por ter me fortalecido neste “sim” diário que eu dou ao chamado Redentor de Jesus.

 

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“Chego na Comunidade Dom Muniz com o coração aberto”. Para Robson Araújo, 25 anos, natural de Curvelo, 2016 será um ano de descoberta.

 

Vocacional Redentorista – Como é assumir esta nova etapa na Comunidade Dom Muniz?

Robson Araújo - Chego à Comunidade Dom Muniz com o coração aberto, querendo já viver a minha vida consagrada a Deus. Que este ano seja um ano muito gratificante para mim. Um ano de descoberta. Estou aqui com o coração aberto para viver minha vida consagrada. E também os estudos na Faculdade de Teologia, a Faje. E olhando para trás eu  agradeço por tudo o que foi vivido na formação, porque eu acredito que o processo formativo e o processo de conversão têm que levar o jovem, o formando ao encontro pessoal com a pessoa de Jesus Cristo. É o essencial na nossa vida consagrada.

Avalio de forma positiva tudo o que os formadores têm trazido a mim. Acredito que foi um momento muito rico de me construir, enquanto homem, enquanto jovem, que está em busca de um ideal de vida. Na Congregação Redentorista eu tenho me encontrado cada vez mais. 

 

 

 

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Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R., é o formador da Comunidade Vocacional Dom Muniz, em Belo Horizonte (MG). O espaço reúne seminaristas de várias unidades redentoristas do Brasil, que estão cursando a Teologia. Para ele, a experiência interprovincial é preciosa para os Redentoristas. O sacerdote destaca que a Dom Muniz “não é uma comunidade de estudantes, que vão pra faculdade e que, por acaso, moram juntos. Nós somos uma comunidade religiosa, com uma experiência profunda de amizade, com Deus, com os irmãos, com os nossos pobres nas pastorais.”

 

Vocacional Redentorista – Fale um pouco da Comunidade Vocacional Dom Muniz.

Pe. Vicente - Na preparação do jovem para a ordenação presbiteral nós temos um longo processo de formação redentorista e a última etapa é a Teologia, os estudos teológicos, quando o jovem já fez a Profissão Religiosa e então ele começa a viver de fato como redentorista e a cursar Teologia. Nós temos a unidade vocacional Dom Muniz, em Belo Horizonte, que é a comunidade que acolhe os jovens que estão em preparação para esta última etapa ao presbiterato.  É curioso e importante destacar que, na Província do Rio, esta comunidade acolhe três unidades: jovens da própria Província do Rio de Janeiro, da Bahia e de Fortaleza, que formam um grupo realmente interessante de jovens pela diversidade cultural, formativa. É uma riqueza muito grande pra gente fazer essa experiência interprovincial, que é até um desejo da própria Congregação Redentorista no mundo. Comunidades que fazem a experiência da diversidade cultural e essa etapa de Comunidade Vocacional Dom Muniz consiste em continuar o amadurecimento do jovem, o discernimento do jovem, para ser de fato um religioso, um consagrado, e ela tem alguns pilares importantes. 

 

- Quais são estes pilares?

- Primeiro, a continuidade do discernimento, do crescimento como pessoa, da dignidade de ser gente. Depois, nós temos uma dimensão muito importante, que é a vida comunitária, conviver, sermos confrades, como as nossas constituições pedem. O Redentorista não vive sua vocação sozinho, mas em comunidade. 

 

Outro eixo importante é a vida pastoral, o contato com as pessoas mais simples, mais carentes. O fazer teológico em sintonia com a realidade do nosso povo, da nossa gente. 

 

E talvez, seja o ponto mais importante, porque exige mais, mais tempo, mais dedicação: o próprio estudo da Teologia ou o aprender a fazer Teologia. A Teologia é uma reflexão da fé a partir da nossa realidade, do nosso contexto, do nosso tempo. É uma dimensão importante da formação, esse fazer teológico que acontece na Faculdade dos Jesuítas e realmente é um tempo muito precioso de dedicação. Toda manhã tem aula na faculdade e, à tarde, é exigido todo um período de estudo pessoal, pelas provas, pelos trabalhos e pelas leituras. Muito estudo, muito leitura, muita pesquisa. 

 

- Como o senhor vê esta experiência interprovincial?

- Essa experiência interprovincial é preciosa para nós redentoristas. Aqui na Dom Muniz recebemos jovens que vêm da Vice-Província de Fortaleza, da Vice-Província da Bahia e aqui da nossa região de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Essa diversidade cultural, de costumes, cada um com seu jeito, favorece o crescimento na comunidade da fraternidade redentorista. 

 

Eu creio, com toda convicção, que nós podemos oferecer ao jovem que busca esse caminho de discernimento da vida religiosa consagrada redentorista, de fato, um caminho de integração, de plenitude de vida. As dinâmicas da nossa vida são muito interessantes. Todos os pilares do lazer, da oração, espiritualidade, do crescimento, da vida humana, afetiva, da convivência, isso tudo é um percurso longo que se faz na formação e que aqui, na comunidade de teologia, nós degustamos, nós apreciamos, nós saboreamos todas as conquistas que esse caminho nos oferece. 

 

- Quais os maiores desafios?

- Você sabe muito bem que hoje estamos numa sociedade que tem suas características. Por exemplo, sociedade de quase idolatria ao corpo, nos afetos, enfim, da posse, do poder. Aqui a nossa proposta é viver os conceitos evangélicos: a pobreza,  a castidade, a obediência, tudo de forma muito alegre, saudável, dignificante. 

 

Estes desafios vão sendo superados pela nossa caminhada e, sobretudo, com essa comunhão com Deus, com os irmãos, através de uma vida espiritual bem alicerçada nas fontes redentoristas, nos textos espirituais de Santo Afonso, dos santos, o carisma missionário. Não é uma comunidade de estudantes, que vão pra faculdade e que, por acaso, moram juntos. Nós somos uma comunidade religiosa, com uma experiência profunda de amizade, com Deus, com os irmãos, com os nossos pobres nas pastorais. Então, o fazer teológico ganha um sabor especifico a partir da nossa experiência concreta. 

 

- Que mensagem o senhor daria aos que nos acompanham?

- Eu desejo a todos que nos acompanham, nos trabalhos, a alegria de sermos companheiros de caminhada e, quem sabe, você jovem, também não queira fazer este percurso conosco, sendo um Missionário Redentorista. 

 

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