Uma vocação nascida aos pés de São Geraldo

 

No dia 23 de janeiro, Robson Araújo dos Santos fez a Profissão Religiosa na Congregação Redentorista. O Fráter, natural de Curvelo, sempre teve em São Geraldo um exemplo de santidade, vocação e amor a Deus a ser seguido. Em entrevista ao Informativo A Caminho Com São Geraldo, ele fala de sua infância na Basílica e das alegrias e desafios da caminhada vocacional. “Olhar para a imagem de São Geraldo é contemplar profundamente que Deus é amigo.”

 

Informativo - Fale um pouco de sua infância  em Curvelo e de sua relação com a Basílica de São Geraldo. 

Robson - Nasci e cresci à sombra da Basílica de São Geraldo. Vim ao mundo no dia 1º de Setembro, e nesse período sempre ocorre, em Curvelo, a Oitava de São Geraldo. Gosto de brincar com meus amigos que, nesse mesmo dia, escutei os Missionários Redentoristas cantando a São Geraldo e rezando a Deus que mandasse
mais vocações redentoristas e lá do hospital dei meu sim. Sempre tive contato com a Basílica. Minha mãe levava minha irmã e eu nas Missas das segundas-feiras, em que acontecia a Bênção das crianças. As pinturas da Basílica sempre me chamaram atenção. Ainda pequeno, fui convidado por um amigo a ser coroinha. Eu não queria muito, mas no segundo convite aceitei. Gostei de poder ajudar em alguma coisa na Basílica, me interessei mais a entender o que de fato era a Missa e quem era São Geraldo Majela. O que mais me cativou foi a acolhida por parte dos Missionários Redentoristas: Pe. Waldo, Pe. Márcio, Pe. Mário, Pe. José Carlos, Pe. José Augusto. Assim como qualquer criança, tudo era novidade, e um simples gesto de chamar para tomar café depois da missa cativava a criançada, a mim mais ainda, a ponto de dizer: “Quero ser um deles, quero ser Missionário Redentorista”. Em 2006 chegou outro missionário na Basílica. Tive contato com Padre Carvalhais, que me ajudou a fazer o meu discernimento vocacional e a realizar uma experiência de fé profunda. Seu estilo de autêntico Missionário me chamou atenção: as romarias ecológicas para lugares rurais levando a imagem da Virgem de Fátima, a intimidade com o Criador da natureza, tudo isso me encorajou a dar meu sim e fazer um acompanhamento vocacional.

 

 

- São Geraldo infl uenciou em sua vocação? Como?
- Infl uenciou e continua infl uenciando. É meu santo de devoção, meu inspirador para vencer os desafi os. “Aqui se faz a vontade de Deus, como Deus quer, enquanto quiser”. Essa frase de São Geraldo leva-me a confi ar nos planos de Deus, leva-me a amá-lo mais. Buscar a santidade é o ideal de vida que tenho. Olhar para a imagem de São Geraldo é contemplar profundamente que Deus é amigo. E é isto que São Geraldo foi em relação a Deus; amigo. Sua mensagem é que nos aproximemos de Deus e sejamos amigos d’Ele também.

 

 

- Há quanto tempo entrou para a Congregação? Quais os passos já dados e o que ainda tem pela frente?
- Eu entrei no seminário redentorista no ano de 2010, em Juiz de Fora. Morei um ano na Comunidade Vocacional Santo Afonso. Depois fui para a Comunidade São Clemente, onde permaneci três anos, cursando Filosofi a na Universidade Federal de Juiz de Fora. No ano de 2014, na cidade de Coronel Fabriciano, fi z o Spes (Síntese Pessoal de Experiências Substantivas), tempo de rever a caminhada. Em 2015 fui para Tietê (SP), onde fi z meu Noviciado, a etapa mais marcante para mim enquanto conhecimento da Congregação, e de preparação à vida religiosa. No início deste ano, fiz minha Profissão Religiosa, minha consagração a Deus, ingressando na Congregação do Santíssimo Redentor. Começo uma nova etapa, os estudos de Teologia, na Faculdade de Teologia dos Jesuítas em Belo Horizonte. Serão três anos. Penso que o processo de formação precisa ser um processo de conversão, de conhecimento aprofundado da pessoa de Cristo.

 

 

- Para você, como pode ser defi nida a vocação religiosa?
- O Papa Francisco tem uma expressão concreta para o ser religioso: despertem o mundo, sejam verdadeiros profetas. Eu comungo com essa ideia. Para mim, vocação religiosa é ser sinal de Deus na vida das pessoas, é ser sal da terra e luz do mundo. É dar uma resposta a Deus, um compromisso que assumo por amor, por livre espontânea vontade. Uma adesão ao Evangelho que renova todas as coisas, que traz vida e esperança. É querer caminhar sem medo, sem comodismo. Acreditar e apostar nas pessoas, de modo especial os mais abandonados e pobres.

 

 

- Quais as maiores alegrias e desafi os de uma caminhada vocacional?
- A maior alegria é sentir-se pertencente a Deus. Mas é gratifi cante também relatar sobre a presença fraterna dos confrades, uma família redentorista que soma forças, que caminha junta. É saber que, além de mim, há outros que também entraram na barca da missão e querem, sim, realizar esse projeto salvífi co com Cristo e em Cristo. O maior desafi o foi no início da caminhada, a distância de casa e da família, a inquietação se iria ou não acostumar. Mas, aos poucos, fui me adaptando ao novo estilo de vida.

 

- Que recado você daria para os jovens que pensam em dar seu sim a Deus numa congregação religiosa?
- A você, jovem, que se sente desejoso de fazer da sua vida algo diferente daquilo que a sociedade lhe oferece, convido-lhe a fazer uma caminhada à luz da fé. Cristo te chama pelo nome a desbravar os horizontes de um mundo mais justo, mais ousado, mais irmão. Seja você também um Missionário Redentorista, em prol da construção do Reino de Deus nesta Terra de Santa Cruz.

 

 

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