Sonhar sempre novos amanhãs para o Reino

 

No dia 25 de janeiro, o Reitor da Comunidade Redentorista da Glória, Padre Dalton Barros de Almeida, CSsR, completou 60 anos de Profissão Religiosa. Uma Missa em Ação de Graças no dia 31 de janeiro, na Igreja da Glória, reuniu confrades, seminaristas e amigos do sacerdote, que vieram celebrar e agradecer a Deus a vida religiosa deste Redentorista, que não deixa de sonhar novos amanhãs para o Reino, nunca perdendo a esperança. Em entrevista ao Novo Tempo, Padre Dalton fala sobre as alegrias, desafios e a importância da Congregação Redentorista para sua vida.

 

Novo Tempo - Quais as maiores alegrias nestes 60 anos de profissão religiosa na Congregação Redentorista?

Pe. Dalton - Minhas alegrias ( as maiores) nestes 60 anos decorrem de várias fontes. Enumero as principais. Não percorri solitário os caminhos. Como redentorista fiz comunidade, vivi comunidade e parcerias; sendo agraciado com o ministério de padre pude ajudar esta Província tão querida (Minas-Rio-Espírito Santo) a soerguer-se, estando como Provincial por quatro mandatos. Alegria que não cessa advém da tarefa constante de romper algemas das instituições e libertar a Vida e o Desejo vocacional por mais ser, sonhando novos amanhãs para o Reino, como Igreja missionária. Aqui alegrias e desafios se entrelaçam. Uma taça de alegria é ter vivido por dez anos partilhando com colegas professores e muitos alunos (CES-JF, PUC-BH) o gosto pela competência nos saberes e a solidariedade numa cultura tão desigual nos conhecimentos. Outro cálice de alegres experiências que sorvi gole a gole provém do serviço de assessorias na Conferência dos Religiosos do Brasil(CRB) e na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Inesquecíveis alegrias partilhei com o Movimento Familiar Cristão (MFC) e inúmeros movimentos da Pastoral da Juventude país afora. Estas as fontes maiores. E não deixaram de existir oportunidades inesperadas de contentamento.

 

- E quais foram os maiores desafios?

- Os maiores desafios? Não deixo de mencionar, nem o poderia, meus anos de vivência na Universidade Católica de Louvain (Lovaina), na Bélgica, alicerçando o poder e saber lidar com a realidade em mutação acelerada. O desafio foi, e persiste, em sustentar a Esperança e apostar em soluções para inéditos problemas e constante problematização do viver no curso desta mudança de época. Privilegiado em vivê-la, indispensável se tornou burilar a identidade de consagrado e não perder a confiança na bondade radical de ser Evangelizador, desconstruindo modelos e hábitos em que fui educado em meus primeiros 25 anos.

 

- Hoje, para o senhor, o que significa a Congregação Redentorista?

- A Congregação redentorista significa o caminho que abracei, um itinerário que percorri. Uma convivência que me modulou como homem da Palavra do Amor Revelado e de palavra. A CSsR permanece atraente proposta de vida saudável e santificadora. A ela meu agradecimento jubiloso.

 

- O que diria aos jovens a respeito de vocação?

- Aos jovens destes tempos sobre vocação repito o que escrevi numa peça de teatro sobre “Os adeuses de Afonso”, nosso fundador. – Toda vocação é antes de tudo o encontro da pessoa consigo mesma. E é na originalidade de cada um que mora o Espírito Santo. E é de lá que nasce a vocação: um Desejo que chama a ser X ou Y. Cada um tem sua hora e sua vez de dar continuidade ao amor de Deus a serviço do Reino. E o amor de Deus, como o nascer do sol, é sempre o mesmo, porém jamais igual. Por isso, é bom que não o percam cada dia da resposta vocacional.

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