Refletindo a vocação

 

 

26 de junho – 13º Domingo do Tempo Comum

1ª Leitura: 1Rs 19,16b.19-21

2ª Leitura: Gl 5,1.13-18

Evangelho: Lc 9,51-62

 

O tema das leituras de hoje é a vocação: cada um de nós é chamado a seguir Jesus, a tornar-se seu discípulo, superando as indecisões e as desculpas.

Ouvimos primeiro o relato da escolha, da parte de Deus, do sucessor do profeta Elias. É justamente Elias o encarregado de chamar Eliseu. Eliseu recebe a investidura e a prerrogativa de profeta. Sua vida passa ainda por outra mudança: ele abandona sua família e sua vida passada. Põe-se a seguir Elias, em plena disponibilidade à palavra de Deus, ao qual dedicará sua vida. Colocar-se a serviço da palavra de Deus significa ser obedientes e prontos e não recuar diante de nenhum sacrifício.
Na segunda leitura, Paulo nos indica quais instrumentos usar para completar esse projeto de Deus e nos faz um convite preciso: “Colocai-vos a serviço uns dos outros, pela caridade”. Quem procede segundo o espírito não é levado a satisfazer aos desejos da “carne”, entendida como a parte mais fraca, mais instintiva e frágil da pessoa humana, a saber, a agressividade, o ressentimento, a contenda, o ciúme, a inveja. 

O cristão é uma pessoa livre. Não está sujeito a nenhum jugo, a não ser o do amor. Doravante, a lei de Moisés com suas imposições não vale mais. A conduta tampouco deve ser sujeita aos impulsos e aos desejos do “homem velho”, aquele ainda não remido pela graça de Cristo. Nosso guia deve ser o Espírito Santo, e o único comando que resume toda a lei é o da caridade. É possível amar o próximo porque nos é dado o dom do Espírito. 

No evangelho Jesus utiliza uma linguagem enérgica e decidida, para dizer que as hesitações, as dúvidas e a falta de coragem colocam em perigo as nossas escolhas e em consequência nossas ações. Mas Ele nos oferece seu próprio exemplo. O evangelho de hoje mostra Jesus firmemente decidido a subir a Jerusalém, consciente de que lá deverá pagar com a vida a sua fidelidade ao chamado do Pai, e não é certamente o problema da hostilidade dos habitantes da Samaria que o fará retroceder; ao contrário, usa para com eles de palavras de misericórdia e de paz. 

Mas Ele nos diz que nossa vida nos reserva momentos de dificuldade, de instabilidade. Colocar-se no seguimento de Cristo é como pôr a mão no arado para criar o sulco do nosso caminho, dentro do qual vamos lançar a semente que dará fruto: não podemos voltar atrás pela desistência ou covardia. Quando Deus chama, quando nos convida a segui-lo, de qualquer forma – porque toda vocação é um chamado seu – não nos pede outra coisa senão que participemos de seu amor, sempre. E pede de nós a generosidade do “sim”. Peçamos ao Senhor que Ele vença todos os nossos medos, que seja Ele mesmo a nos atrair, com a força e a doçura do seu amor, para fazer-nos ouvir interiormente suas palavras cheias de encorajamento: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”.

De fato, Jesus quando chama não nos deixa nunca sozinhos com a missão que nos confiou e só Ele pode de fato realizar. Como disse Madre Teresa de Calcutá: “Sou uma caneta nas mãos de Deus, com a qual Ele escreve a Sua história”. É Ele que traça o caminho, cabe a nós seguir seus passos.

De resto, ser ministro de Deus tem a beleza de fazer-se sempre um dom para os irmãos, ignorando-se a si mesmo. As pessoas se deixam cativar por um sacerdote ou um religioso que saiba dar tudo de si sem nada pedir.

                                                                                                                                  Autor: Padre Raimundo Vidigal, C.Ss.R..
 

Fonte: www.provinciadorio.org.br

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