Seminaristas falam da experiência missionária

 

Os seminaristas Sibel Vicente, Lucas Lima e José Carlos da Comunidade Vocacional São Clemente participaram da Semana Missionária, que aconteceu em Divinopólis (MG) , entre os dias 11 e 19 de junho. Nesta segunda etapa de formação, o trabalho pastoral é muito importante para o desenvolvimento humano de cada formando. Em entrevista, os jovens falam de como vivenciaram esta experiência: 

 

Como foi a experiência de participar deste trabalho missionário?

Sibel Vicente: Percebo que a experiência missionária em Divinópolis foi um momento ímpar. Creio ter me dedicado ao máximo àquelas pessoas que necessitavam de uma palavra, de um sorriso, de uma atitude. Seria uma audácia dizer que fomos para ensinar as pessoas, pois elas nos dão muitos exemplos belos de alteridade, de amor e de fraternidade. Passei para aquele povo o melhor que pude, procurei da melhor forma possível entender a realidade na qual eles estão imersos e assim poder ajudá-los com qualidade e humildade. A experiência da missão é sempre muito boa, pois nos aproxima do povo. O que seria de um missionário ou futuro missionário longe do povo? O povo nos aproxima do Criador, o povo nos ajuda em nosso relacionamento com o sagrado e com Criador. Estar com o outro na missão, é estar com o que há de mais sagrado, pois o outro é a imagem e semelhança de Deus, o outro é a face de Jesus humanada.

 

Lucas Lima: Participar do Trabalho missionário em Divinópolis, MG, foi um momento marcante em minha caminhada vocacional. Foi a minha primeira missão enquanto formando da Província do Rio e pude conhecer de perto o ardor de ser um Missionário Redentorista. A semana é propicia para estar no meio do povo e levar a Boa Nova de Cristo às pessoas e famílias que necessitam. Fiquei na comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus, com o Padre Paulinho e a Ir. Elaine Carvalho e lá fomos bem recebidos por pessoas humildes e bem acolhedoras, que nos receberam de braços abertos e com muita alegria. A semana foi corrida e proveitosa, aproveitei o máximo para estar com os membros das pastorais, visitar as famílias e as escolas, ter mesmo o contato com a comunidade.  

 

José Carlos: Sempre é bom e gratificante participar das Santas Missões Redentoristas, desta vez na cidade mineira de Divinópolis, Paróquia Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. As expectativas e ardor missionário vão se enamorando cada vez mais com a participação e também se tornando uma ponte ao encontrar o povo de Deus que caminha na paróquia, na simplicidade, acolhimento e uma fé que preenche as lacunas de qualquer missionário que está sempre aprendendo. Como qualquer outra paróquia, com desafios e dificuldades, mas é um povo muito acolhedor. A marca da comunidade especificamente que fiquei é a acolhida calorosa. Um povo que está sempre atento às coisas do Alto.

 

De que forma acredita que esta experiência poderá ajudá-lo na continuidade de sua formação e no fortalecimento do chamado à vocação?

Sibel Vicente: Creio que a experiência missionária é algo que nos impulsiona vocacionalmente, nos impulsiona em nosso crescimento espiritual e em nossa evolução como humanos, como pessoas que estão em fase de melhoramento pessoal. A vocação tem como um dos pilares os estudos de Filosofia e Teologia e a missão é um momento muito importante porque podemos colocar em prática tudo aquilo que estudamos e refletimos na faculdade. A missão é um momento muito interessante, pois, mais belas que as palavras são as atitudes benéficas, as atitudes fraternas para com os irmãos que nos esperam de braços abertos nas missões itinerantes. A missão fortalece a nossa vocação ao sacerdócio, fortalece nossa vocação como cristãos e fortalece nosso batismo que nos torna discípulos e missionários de Cristo.

 

Lucas Lima: Participar da Semana Missionária Redentorista despertou em mim o gosto pela Missão. Gosto de estar com o povo simples, de conhecer novas realidades e propor coisas novas para a comunidade. Foi uma semana em que a minha área Espiritual e Pessoal foi revigorada, fazendo com que eu continuasse a minha formação enquanto pessoa e vocacionado.

 

José Carlos: Como estudante de Filosofia, em uma constante reflexão filosófica entre fé e razão, a experiência missionária ajuda a revelar o Cristo Redentor que me chama para essa vocação específica. Como um vocacionado redentorista busco, então, fortalecer esse laço com o povo simples e humilde. Quanto tenho aprendido nesses trabalhos missionários! Portanto é abraçando essa causa missionária que o desejo vocacional vai alimentando as raízes do chamado que Deus me confiou.

 

Como foi a receptividade das famílias?

Sibel Vicente: As famílias nos receberam de braços abertos com uma acolhida fora do normal. Inicialmente eles ficaram um pouco acanhados, pois muitos religiosos espalhados por aí ainda perpetuam e impetram na mente das pessoas o erro de uma visão de Igreja do Poder e do luxo. Porém, quando as pessoas viram que os Missionários Redentoristas não agem desta maneira, que na verdade são pessoas simples, que comem como eles comem e bebem como eles bebem, percebi que o coração deles inflamou e eles se encheram de alegria a um ponto que todas as famílias queriam servir uma refeição aos missionários em suas casas. Ressalto ainda a disponibilidade das pessoas em ajudar os missionários sempre que eles precisavam.

 

Lucas Lima: Não há palavras para descrever a acolhida das famílias para comigo e com os outros missionários. Em cada família que visitei percebi o carinho, a simplicidade e a alegria ao receber um missionário em sua casa. Cada família teve um acolhimento espetacular, e esse carinho para comigo me deu ânimo para visitar diversas famílias. Pena que não houve tempo de visitar todas.

 

José Carlos: Como falar da família que me acolheu? Difícil, é uma alegria imensa e incalculável o amor que a família divinopolitana que me acolheu durante toda a semana missionária. Seu Joaquim e a D. Bia e seus filhos fizeram de tudo para me agradar. Só tenho a agradecer por ter sido tão bem recepcionado. E o interessante em uma semana missionária é a diversidade que encontramos. A família fica, sem dúvida, na expectativa de como será o novo que irá passar uns dias na sua residência e assim também fiquei com aquele frio na barriga, aquele desejo de encontrar logo a família que iria me receber. Concluo assim, agradecendo toda a Paróquia pela confiança e pelo convite feito à Província do Rio, Minas e Espírito Santo. Que Santo Afonso interceda por cada família e revigore em cada um o ardor de anunciar o Evangelho a toda criatura.

 

Na foto abaixo: José Carlos, terceiro à esquerda, Sibel Vicente, primeiro à direita e Lucas Lima, terceiro à direita. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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