Jubileu de Diamante: Padre Araújo

 

O padre Ergo Dias de Araújo, C.Ss.R. completa 60 anos de Profissão Religiosa na Congregação Redentorista no dia 25 de janeiro. Nesta data, no ano de 1957, padre Araújo professou seus votos e respondeu ao chamado de Deus, tornando-se um Missionário Redentorista.
 

Durante esse tempo, já passou por diversas comunidades e, atualmente, reside na Paróquia Santo Afonso, no Rio de Janeiro. Incentivador do movimento jovem na igreja, exemplo de perseverança e doação a Cristo, o Redentorista conta sua história vocacional e afirma com entusiasmo: “Vale muito a pena ser Missionário Redentorista!”.

  

MEU SIM A DEUS
 

Nasci em Dionísio, no leste mineiro. Antes de ingressar no seminário de Congonhas, cidade barroca de Minas, fiz a Primeira Comunhão, fazia parte da Cruzada Eucarística e era coroinha em minha paróquia. Um belo dia, o pároco me surpreendeu com a pergunta: Você quer ser padre? Respondi que sim, sem tempo de pensar. Como amicíssimo dos redentoristas, ele logo escreveu ao diretor, o sacerdote holandês Gregório Wutts, que foi muito rápido em sua resposta, enviando lista de enxoval e data de entrada. Minha mãe gostou da ideia; meu pai, nem tanto, mas afinal concordou, tomou as providências necessárias e, pouco tempo depois, eu ingressava no seminário.
 

O início foi duro, senti muita saudade, escrevi várias vezes pedindo que viessem me buscar, mas o sócio do diretor, o também sacerdote holandês de nome Leonardo, embora simpático e afável, não deixava as cartas passarem. Ele era o encarregado de ler nossas cartas e aprová-las antes que fossem para o correio. Depois, vinha, consolava, dizia que a saudade passaria rápido e eu acabaria gostando do seminário. Pedia que escrevesse de novo, dando boas notícias. Com o passar do tempo, realmente me acostumei, apreciando a nova vida. Veio então o noviciado, em Juiz de Fora (MG). Nele, tínhamos um confessor marcado, com quem devíamos nos confessar semanalmente. Conversando com ele sobre vocação, eu dizia que não iria aguentar a vida religiosa, pois achava que não era para mim. Ele disse que eu não precisava ter medo, o noviciado é tempo de enriquecimento e oração, depois a vida seria mais leve. Acabou me convencendo, fiz os votos no dia da conversão de São Paulo, em 25 de janeiro de 1957, e me tornei redentorista. Éramos cinco neoprofessos.
 

Se me perguntam, nesses 60 anos de profissão religiosa: valeu a pena? Eu respondo: valeu e vale muito ser missionário redentorista! Há milhares de pessoas esperando por você para acolher a Copiosa Redenção, ouvir ensinamentos de Deus, escutar palavras de fé, de esperança, de ânimo, de misericórdia e de perdão.
 

Um tempo depois, passamos para outro prédio, o seminário maior, onde, durante seis anos, fiz os estudos de filosofia e teologia, período após o qual recebi a ordenação sacerdotal, também na cidade mineira de Juiz de Fora, no dia 8 de julho de 1962. Como naquele ano começou o Concílio Vaticano II, que revolucionou a Igreja, abrindo suas portas para o mundo e possibilitando maior participação dos leigos, posso dizer que vivi dois tempos na Igreja: antes da reforma e pós-reforma conciliar.
 

Após um ano de curso pastoral, começaram minhas atividades apostólicas na Província Redentorista do Rio de Janeiro. Como missionário, mudei muito de lugar: participei de missões populares, fui reitor de comunidades redentoristas, pároco algumas vezes, vigário-paroquial em muitas ocasiões, ecônomo, diretor administrativo de escola, professor, diretor de várias obras sociais, inclusive no morro do Salgueiro, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, pertencente na época à Paróquia de Santo Afonso, onde conseguimos erigir um centro social para cursos profissionalizantes, atendimento médico, catequese, artesanato e reunião de moradores. Atualmente, é centro social e capela de São Sebastião do Salgueiro, pertencendo à Paróquia do Bom Pastor.
 

Transferiram-me para muitos lugares. Cinco vezes, para a Paróquia de Santo Afonso, perfazendo um total de vinte e dois anos nessa fervorosa comunidade. Em 1970, juntamente com dois jovens do Salgueiro e outros da Santo Afonso, tivemos a graça de dar início à pastoral da juventude, com doze jovens iniciantes. O grupo foi crescendo, e três anos depois, em 1973, criou-se a EPAC, Equipe de Pastoral de Crisma. A partir daí, não parou mais, e hoje são muitos grupos de jovens na paróquia, todos se destacando por seu dinamismo e engajamento.
 

Ser redentorista é missão nobre, valiosa, que exige sacrifício e proporciona alegria. Considero a vocação redentorista uma dádiva, um dom de Deus, que, um dia, há 60 anos, me chamou para servir em sua messe. Também sou agradecido à Congregação Redentorista por me ter acolhido, acompanhado ao longo da formação e do ministério, tanto sacerdotal quanto missionário. Aos confrades e ao Povo de Deus, pelo incentivo, pelo apoio, pela fraternidade e pelas orações por minha perseverança, sinceros agradecimentos.

 

Padre Ergo Dias de Araújo, C.Ss.R.

 

 

                                                                                                                          Fonte: Jornal “O Redentor” – Janeiro de 2017
                                                                                                                                          Paróquia Santo Afonso (RJ)

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