Ser Redentorista é ser missionário sempre

 

Thiago Gomes e Thiago Costa, seminaristas da Comunidade Vocacional São Clemente e a jovem Magalli Souza, da JUMIRE (BH) falam da experiência de fazer trabalho missionário.

 

Quais foram os momentos mais marcantes da  Semana Missionária Vocacional Redentorista?

Thiago Gomes (CVSC): Os momentos mais marcantes da SMVR no bairro de Santa Teresa, em Belo Horizonte, foram as visitas (trabalhei com a equipe da matriz formada pelo Pe. Bruno, C.SS.R., pelo Fr. Rodrigo, C.SS.R. e por alguns jovens da JUMIRE ligada à paróquia São José, sob os cuidados dos Redentoristas. É gratificante escutar as pessoas, ainda mais, como na grande maioria, pessoas com uma idade mais avançada, entre 80 a 97 anos, com boa saúde, memória ativa, partilhando conosco acontecimentos de suas vidas, desde a infância ao casamento. Aqui partilho a visita ao casal Dona Lourdes e Sr. Antônio, vindos do interior de Minas Gerais para trabalhar na capital. Ele com 93 anos; ela, 81; uma história de vida e união fundada no amor, respeito, carinho e cuidado recíproco. Ali foi perceptível a presença de Deus abençoando o enlace matrimonial do casal: pessoas de fé profunda) e a missãozinha com as crianças (na companhia do Fr. Rodrigo e de jovens da JUMIRE, juntos fizemos uma catequese com as crianças, através brincadeiras e músicas.

 

 Thiago Costa (CVSC): Bem, a Semana Vocacional Redentorista é no geral uma verdadeira graça de Deus, estar ao lado de pessoas simples, humildes e compromissadas com o anúncio do evangelho de Jesus Cristos, independente da sua condição física ou financeira. Nessa semana me marcou muito a diversidade de classes sociais na Paróquia Santa Teresa e Terezinha, e que mesmo diante dessa diversidade, permanece o desejo de serem unidos em Cristo, levando Sua boa nova a todas as pessoas, em todos os cantos, realidade e principalmente de forma alegre. Também marca o bom entrosamento entre a equipe missionaria, é uma grande oportunidade de fortalecer a amizade e aprendendo sempre de um jeito novo com aqueles que participaram.

 

Quando recebe o convite para participar de um trabalho missionário como fica o coração?

Thiago Gomes (CVSC): O coração bate mais forte, agraciado, com uma imensa alegria de poder participar de um trabalho deste; de estar junto ao povo de Deus, nas várias situações e condições; de escutar o que o ele tem a nos dizer, que é um dos papéis fundamentais que um Missionário Redentorista carrega consigo, como nos ensinou nosso fundador Santo Afonso Maria de Ligório.

Thiago Costa (CVSC): É sempre uma alegria receber esse convite, a semana missionária nos permite um grande crescimento e enriquecimento pessoal, saber que sua presença é alegria para aqueles que nos recebem e isso nos motiva também a sermos mais compromissamos com o carisma Redentorista, que é anúncio da Copiosa Redenção, e de certa forma fazendo isso de um jeito sempre novo, como muita dedicação, alegria e seriedade.

 

Acredita que o trabalho missionário funciona como uma motivação na sua formação?

Thiago Gomes (CVSC): Sim. O carisma Redentorista é a missão: levar a boa nova aos mais necessitados e abandonados. É um tempo muito propício à oração, rezar junto com povo, ver as pessoas que, mesmo em suas dificuldades e limitações, possuem uma fé simples, humilde, porém grandiosa. É esta fé que as faz ter uma motivação enorme. Isso tudo encanta, motiva a continuar na caminhada, a perceber que vale a pena seguir este caminho vocacional. Mesmo com nossas dificuldades e limitações, estamos sempre levando uma palavra de conforto, alegria e acolhida. Quando participo de um trabalho missionário volto com boas lembranças, sempre com um novo aprendizado, revigorado na fé, feliz por ter sido boa presença na vida das pessoas. Volto com um entusiasmo ainda maior: vale a pena seguir o Redentor, a modo afonsiano.

 

Thiago Costa (CVSC): Sim, com certeza, isso é umas das coisas que sempre me chamou a atenção na Congregação Redentorista, estar envolvido neste trabalho missionário é um convite a continuar perseverante neste caminho. O trabalho missionário nada mais é que um dos mais belos trabalhos da Congregação Redentorista, estar ao lado dos mais pobres e abandonados, ao lado daqueles que vestem a camisa para o anúncio do evangelho, que saem do conformo para ir a luta em prol do acolhimento do seu próximo é sempre uma motivação a mais em minha caminhada.

 

Como ser testemunho do Deus vivo, frente à nossa atual realidade, em que as pessoas se isolam e preferem manter o individualismo?

Thiago Gomes (CVSC): Papa Francisco insiste em “uma igreja em saída”, uma igreja mais próxima do povo. Para nós, cristãos e cristãs, temos como desafio ir ao encontro das pessoas, dizer-lhes uma mensagem de esperança; e como seguidores de Jesus Cristo, levar-lhes a Boa Notícia do Evangelho. A caminhada de fé é um viver e conviver em comunidade. Aos jovens, falar a linguagem dos jovens; às comunidades mais carentes, ir a elas, colocar-se ao lado das pessoas. Um desafio enorme, mas não impossível. Temos que romper as barreiras do individualismo; não podemos ficar parado esperando pelas pessoas. E a missão, nesta perspectiva, é romper o individualismo, ir às pessoas e motivá-las para que participem de sua comunidade de fé. Oxalá sigamos os passos de Santo Afonso, que saiu de Nápoles e foi juntar-se aos cabreiros de Scala, que estavam abandonados.

 

Thiago Costa (CVSC): Talvez seja isso uma das coisas mais difíceis no mundo de hoje, o individualismo, o medo e o fechamento estão cada vez mais em evidencia na sociedade. Sendo assim, acredito que o verdadeiro testemunho vem de nossas práticas diárias, em nossas atitudes e certa forma a dedicação na própria missão. Estar totalmente disponível, saindo do comodismo, acolhendo aqueles que mais necessitam, enfrentando até mesmo as nossas próprias dificuldades pessoais para um bem maior, são atitudes que considero como um testemunho verdadeiro e sincero, para com Deus e também para com o povo.

 

Quando recebe o convite para participar de um trabalho missionário como fica o coração?

Magali Souza (JUMIRE-BH): Nossa! Com o coração a mil!

Confesso que com um pouco de medo, mas no fundo com uma imensa alegria. Medo, por se tratar de lugares diferentes; pessoas diferentes; a aceitação do outro e; se vou conseguir ir até o final da Missão com entusiasmo; enfim, e alegria, porque cada missão é única. Depois do medo vem o desejo de estar ali e também a alegria do convite. É um misto de sentimentos.

 

Quais foram os momentos mais marcantes da Semana Missionária Vocacional Redentorista?

Magali Souza (JUMIRE-BH): A Semana Missionária como um todo é sempre marcante, mas aqui teve um diferencial por se tratar de um bairro central de uma cidade no porte de Belo Horizonte. Todas as minhas experiências em Missões anteriores foram em cidades interioranas onde a realidade é completamente diferente. A principal diferença reside na "desconfiança" das pessoas, própria de cidades grandes. Então, foi necessário um exercício, para mim inédito, de romper essa barreira e ver que as pessoas que nos acolhiam em suas casas estavam alegres por receber as visitas missionárias. Isso foi bastante marcante para mim, pois as nossas necessidades são as mesmas: por vezes falar ou até mesmo só ouvir. Esse foi o caso de uma senhora de noventa anos de idade que falava desesperadamente dela, de seus filhos, netos e de seu falecido esposo, como se ele fosse chegar a qualquer instante. Após essa visita, recebi aos sorrisos de sua nora uma mensagem que agradecia a paciência e a delicadeza em escutar a sua sogra. Segundo ela, a senhora já não estava mais tão lúcida. Isso me marcou bastante, pois não esperava que alguém viesse me reportar tais fatos.

 

Como ser testemunho do Deus vivo, frente à nossa atual realidade, em que as pessoas se isolam e preferem manter o individualismo?

Magali Souza (JUMIRE-BH): Diariamente, a cada amanhecer. Pedindo sempre essa Graça ao Pai do Céu que nos ama incondicionalmente. Com a Graça de Deus que é Pai, a graça da humildade para se chegar ao outro, rasgar o coração e não as vestes, testemunhar esse amor com as nossas obras, mesmo que pequenas. Como diz São Tiago: A fé sem obras é morta. Só assim conseguiremos sair da nossa zona de conforto e romper essas barreiras, muitas vezes criadas por nós mesmos.

 

Como conseguir se entregar a um trabalho como este, mesmo com todos os compromissos do dia a dia?

Magali Souza (JUMIRE-BH): Gratidão por tudo que tenho na minha vida, que é Graça de Deus. Por tudo que Ele fez. E é Ele mesmo que me dá essa Graça. Sempre que recebo o convite, eu rezo, peço ao Pai e faço uma pergunta bem sincera: que se for da vontade de dEle, as coisas vão se ajeitando. E até aqui me ajudou o Senhor. Organizo-me, converso com os meus professores e no trabalho e as coisas vão se organizando. Nisso vejo a Mão de Deus.

 

Como se sente podendo fazer um trabalho tão bonito, de estar aberta e poder levar um pouco do que é ser uma jovem Redentorista a quem visita?

Magali Souza (JUMIRE-BH): Novamente é um sentimento de gratidão. Desde que conheci melhor a Congregação Redentorista, eu me encontrei na fé, encontrei o meu carisma. Sinto-me honrada em fazer parte, mesmo que pequenininho desse sonho de Santo Afonso. Mas, sempre falo nas Missões que não estou levando nada de diferente àquelas pessoas, mas sim, PARTILHANDO o mesmo Pai, o mesmo ensinamento, a mesma alegria, o mesmo Amor. É um aprendizado mútuo. Acho que sou eu a receptora dessa Graça: Jesus Cristo. 

 

O que dizer à juventude sobre suas experiências neste tipo de trabalho?

Magali Souza (JUMIRE-BH): Aos jovens que estão na caminhada: que perseverem. Vocês são os porta-vozes da Congregação que tem um cuidado muito especial com todos vocês e acredita muito na força que a juventude tem no anúncio da Copiosa Redenção. Sejam caridosos e silenciosos, pois no silêncio Deus fala, conseguimos ouvir seu chamado e assim se chega ao outro. Vistam-se de humildade, sejam alegres, verdadeiros e leves. Assim como vocês já são. Peçam sempre a Graça do Espírito Santo em todas as atividades e essa força sempre os acompanharão. Por fim, sejam fortes na fé, alegres na oração e fervorosos na caridade.

 

 

 

 

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